sábado, 22 de julho de 2017

Uma breve história da humanidade

Sinopse

O autor repassa a história da humanidade, ou do homo sapiens, desde o surgimento da espécie durante a pré-história até o presente, mas em vez de apenas 'inventariar' os fatos históricos, ele os relaciona com questões do presente e os questiona de maneira surpreendente. Além disso, para cada fato ou crença que temos como certa hoje em dia, o autor apresenta as diversas interpretações existentes a partir de diferentes pontos de vista, inclusive as muito atuais, e vai além, sugerindo interpretações muitas vezes desconcertantes
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Filosofia da ciência


  1. Filosofia da ciência é a área da filosofia que pergunta sobre a ciência, de quais ideias parte, qual método usa, sobre qual fundamento e acerca de suas implicações. Apesar destes problemas gerais, muitos filósofos escreveram sobre algumas ciências particulares, como a física e a biologia. Não apenas se utiliza a filosofia para pensar sobre a ciência, como se utiliza resultados científicos para pensar a filosofia.
    Não existe determinada ciência que faça parte dos estudos da filosofia da ciência. As ciências naturais (ex.: biologia, química e física), formais (ex.: matemática, lógica e teoria dos sistemas), sociais (ex.: sociologia, antropologia e economia) e aplicadas (agronomia, arquitetura e engenharia) já foram objetos de estudos filosóficos.
    Historicamente, já na Grécia Antiga se pensava sobre a ciência. Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.), por exemplo, escreveu sobre a origem da vida, afirmando a possibilidade de existir vida a partir de algo inanimado. A teoria da abiogênese (geração espontânea) que ele defendia perdurou por diversos séculos. Além da origem da vida, Aristóteles também se preocupou em elaborar um meio de estudar as espécies, sendo ele o primeiro a propor uma divisão do reino animal em categorias.
    No decorrer da história, a figura mais importante para a filosofia da ciência é Francis Bacon (1561-1626), filósofo inglês responsável pela base da ciência moderna, o método indutivo. A indução, método de a partir de fatos particulares chegar a conclusões universais, já existia, mas é Bacon o responsável por seu aprimoramento e divulgação.
    Após Bacon, muito se pensou e escreveu sobre a ciência, especialmente devido aos avanços e descobertas dos séculos seguintes. René Descartes desenvolveu seu método, houve as contribuições e discussões de Galileu Galilei, Isaac Newton, Gottfried Leibniz e outros. Deste aumento considerável de pensadores que detiveram tempo acerca do campo da filosofia da ciência pode-se escolher alguns para comentar suas importantes ideias. Entre eles, David Hume e Karl Popper.

    David Hume (1711-1776), filósofo escocês, criticou fortemente as bases da ciência e da filosofia. A partir do pensamento de John Locke (1632-1704), Hume levou o empirismo, isto é, a ideia de que todo o nosso conhecimento tem origem na experiência (nos cinco sentidos), até as últimas consequências. Para ele, se nosso conhecimento ocorre após a experiência significa que não podemos deduzir eventos futuros. Significa dizer que não há nada no mundo que garanta que as leis que regem o universo hoje serão as mesmas amanhã. Por mais que o homem observe há milênios o sol aparecer todos os dias, nada garante o seu aparecimento amanhã, e por isso a ciência não pode tomar suas conclusões como verdades absolutas.
    No século XX, o filósofo austríaco, Karl Popper (1902-1994) criticou a forma de fazer ciência a partir da indução, o método defendido por Bacon. Para Popper, o método indutivo não garante a validade de suas conclusões. Afirmou isso, pois não é possível ter acesso a todos os fatos particulares para ser possível chegar a conclusões. Um cientista pode observar cisnes durante 20 anos e perceber que todos os cisnes observados são brancos, mas ele não pode concluir que “todos” os cisnes são brancos. Se ele concluir isto, bastará a existência de apenas um cisne negro para invalidar sua tese. Com isto, Popper defenderá que o papel da ciência é falsear as suas conclusões a partir do método dedutivo, partindo de conclusões universais para a verificação particular. O papel da ciência é verificar se suas conclusões são verdadeiras, tentando falseá-las com a experimentação.
    Filipe Rangel Celeti
    Colaborador Mundo Educação
    Bacharel em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP
    Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie - SP

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ciência, Tecnologia e Filosofia

Ciência, técnica e tecnologia são palavras relacionadas entre si, ao se fazer referência a uma delas, inevitavelmente as demais surgem em cena. A ciência é uma das formas de conhecimento elaboradas pelo ser humano para compreender racional e objetivamente o mundo com a finalidade de nele poder intervir em seu próprio benefício. Visa tornar a natureza inteligível ao aprender as regularidades existentes em um conjunto de fenômenos; tais regularidades são expressas posteriormente em leis e teorias que traduzem o esforço do homem em conhecer e explicar tudo o que é - ou seja, tudo o que existe natural ou necessariamente. Técnica, assim como tecnologia, provém do verbo grego techne, que significa "arte" ou "habilidade". Embora procedam da mesma raiz etmológica, técnica e tecnologia têm sido empregadas em sentidos diversos.  Técnica é a parte material de uma arte ou ciência. Conjunto de processos de uma arte ou ciência. Tecnologia é o conjunto dos processos especiais relativos a determinada arte ou indústria.

A tecnologia a serviço de objetivos humanos e os riscos da tecnologia
O avanço da tecnologia vem promovendo nos últimos anos a chamada revolução tecnológica. Mas a tecnologia deve estar a serviço da melhoria das condições de vida das pessoas. Na verdade, a tecnologia em si mesma não é boa nem má. O uso que se faz dela, no entanto, pode trazer benefícios ou prejuízos para a humanidade. No entanto, a tecnologia tem sido alvo de críticas, por ser considerada dominação inconsequente da natureza, a serviço de interesses comerciais, industriais, militares, entre outros, muitas vezes inescrupulosos, cujos resultados podem ser prejudiciais ao homem. A tecnologia tem causado também o desemprego estrutural que é a perda do emprego em decorrência da automação e da robotização da produção e dos serviços produzidos pela revolução da microeletrônica.

A sociedade do conhecimento e as novas tecnologias da comunicação e da informação (robótica, internet, telemática)

Na sociedade atual o conhecimento é buscado e está relacionado com as novas tecnologias. As conquistas espaciais, a automação de bancos, indústrias e escritórios, a utilização de robôs nas linhas de montagem, a moderna tecnologia militar apoiada na energia termonuclear, também resultam do avanço da microbiologia. A internet possibilitou, em grande parte, o desenvolvimento da globalização.

Clique em "comentários" e responda as questões. As questões serão a base de nosso debate na aula presencial, sexta-feira, dia 18/08/2017. Suas respostas serão enviadas automaticamente para meu e-mail.

1. Estabeleça as possíveis relações entre ciência, técnica e tecnologia.

2. Como a tecnologia pode estar a serviço de objetivos humanos?

3. Quais os riscos da tecnologia, na sua opinião?

4. Discuta: "No futuro, o professor será substituído por um engenho autômato".

5.É possível humanizar a tecnologia? Explique.

6.Numa sociedade como a de hoje, dominada pela tecnologia  e pela sofisticação dos instrumentos à disposição do homem, ainda há lugar para a filosofia? Justifique sua resposta.

Sala de aula invertida

Porvir.org

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